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dize também que já não save fazer saves for

17.9.16

Revelações Criptónicas

Assinatura:

A Terra e Lua, são para não esquecer de ser tão da Terra como a terra é do Espaço. Pois que a Terra é um mundo sem fim, mas também é assim minúscula e mal feita no meio de algures - uma esfera redonda perfeita em simultâneo de calhau, irregular como um calhau deve ser. E a lua igual. E não esquecer portanto como tudo muda se mais ao perto ou mais ao longe. E que as coisas mal feitas são belas também. E que nunca estamos sozinhos.

As gaivotas, é a lembrar que para lá do Há vida em Marte, Há vida na Terra, e que na terra também há quem voe. E que nunca se está sozinho.

À vontade portanto, há vontade.

24.9.14

Erra Num Erra

Tenho sorte porque sei que não preciso de muito para viver muito bem. Por isso, penso várias vezes que devia ir para um Mosteiro. Agora já sei que um Mosteiro tem campos para jogar e um Convento não. Acho que isso já diz muito da natureza da identidade de cada entidade. Eu tenho a minha bola de basket, dá-me jeito para quando fico muito tempo sem pinar. Mas agora resolveram tirar O cesto ao pé de casa, ainda não encontrei nenhuma explicação possível ou não para essa enormidade, nenhuma explicação de todo. Num Mosteiro não falta tempo para não me preocupar, para só estar. Se fosse um Mosteiro no Japão aprendia Kung-Fu, já tenho um certo apreço por aquele estilo do levezinho e subir paredes sem lhes tocar. Num Mosteiro deve-se ouvir A Música depois de muito tempo sem falar, depois de muito tempo a só ouvir. Num Mosteiro é que se deve sentir tão só tão só tão só que lá se percebe quão só tudo num é. Num Mosteiro não há lugar para excipientes ou insipientes, todos incipientes com pentes aposto, e aposto que eu e o meu cabelo íamos gostar. Num Mosteiro é que erra.

7.5.14

The Strange Stream Strong Strung


Never thought my life would be such a mission for my life but i always knew - The String.


19.12.13

Isto é um bocado básico

Quando falava que as palavras, como a primeiríssima tecnologia - construção humana materializada, pelo som e por um código convencionado, e não materializada fisicamente (a não ser mais tarde pela escrita) ou seja, o ainda antes da coisa ou do conceito: o verbo. – E o verbo é. Assim mesmo só. Ou seja, o que o verbo é é a própria existência, o acto, a necessidade, a vontade, a consciência, a intenção, o fazer...

 Bem, o que eu dizia, é que as palavras são tão orgânicas como
a fotossíntese
o sangue que corre
o ar,
que ao não ser o vazio, até é exactamente o que se quer que ele seja quando o inspiramos para dentro de nós.
O que faz delas mágicas. São como a música, magia
– E magia é mais ou menos igual a = inteireza transcendental mais o goto vezes sem fim
ou o centro da terra e o pra lá da estrela polar
ou dar um salto e voltar ao chão
ou pão com manteiga...
Qualquer coisa que atravessa e se ultrapassa.

E que, estes todos, com os seus respectivos átomozinhos e a electricidadezinha que os liga
(átomos é como que dizer o mais ínfimo, porque soa mesmo bem e porque é um clássico claro)
fazem com que, basicamente
qualquer coisa exista e que ainda,
nessas combinações de parte a parte e de qual a qual, essa coisa exista à sua própria maneira.
Tipo tu

ou aquela banana.
Mistério...

Mas e então, as palavras
devem sempre ser apreciadas. Mais attention
O pensamento é só mais um instrumento, e as palavras  adoram-se cantar.
Mas
nesta Banda tudo manda, e o Maestro és um. Mestre. O Jogo dos Sentidos ou das Antenas, Quim Saberá Saberá?, se chamará uma das faixas talvez.
Fala-se mais do que o que se ouve, e quando se ouve há demasiado ruído, ruído em General.
É desnorteante, até para uma minhota (eu falo por mim, e sei que às vezes falo munto...)
É preciso ter cuidado com o ruído, pode-se chegar ao ponto de se precisar de ruído para adormecer.

Mas enfim, o que eu dizia é que ainda assim as palavras dão muito jeito e são maravilhosas pois como a música são apenas mais um dos mil modos cósmicos de comunicar e transformar,
A palavra que é verbo que é acção que é reacção e que pela ordem natural das coisas fora fazem da regra e da excepção trigo do mesmo pão.
E se estivesse aqui o Gil dizia já: isto é cancelo ou picota?
Re: isto é um bocado básico.



9.10.13

Desamor (algures 2011)



“Há ondas na minha alma”
Vagas de ondas, de ondas tão vagas que enervam
a explicação.
Micoses, voltam e vão.
Passeios de honda, com os pneus em baixo -
pois, com duas pessoas não é a mesma coisa!
Mas… há abraços de braços
e de pernas
coladas.
E assim, o mar até fica lençol,
preguiçoso, quentinho, lavadinho.
Tábua de passar o tempo.

O areal exibe monstruoso iluminando as suas rochas pretas,
medalhas do Tempo do Além.
Não há dúvida que estão lá.
Mas de que são feitas?
Na verdade estão sempre a ser desfeitas
E a ser levadas no pra-lá-pra-cá.
E a areia, à areia se dá.

O caldo volta a cobrir a rocha, o penedo, o pedretuilho,
de caldo,
de bichos,
banquetes debussy extraterrestres /vindos do espaço.
E ondas
e vagas
com a força do átomo
voltam e espancam e pancam por cá.

A gasolina está cara,
a dois, os pneus parecem não encher…
Mas a honda
gasta pouco.

27.8.13

já sei,

caminhas, força do carvalho



15.4.13

No monte fundo

- qual fim do mundo?
- pãquecas.
- hum

6.3.13

Carta à Laurinda



Ó Laurinda,
da minha janela vejo laranjas, e ó que maravilhas as vistas!
(neste momento laranjas também são fantasias de amor).
Ao bocado, tive a sorte de chegar ao pé dela
e um jacto rasgar o céu em luz, e
para além disso
subia!
E fez-me pensar.
E depois
fez-me olhar para as laranjas, maravilhosas.
E  fez-me pensar
outra vez,
e no que as laranjas são.

Ói, por cá assim se anda
em saltinhos.
Um corpo feito, entre a terra e a lua
entre-entre.
Sonhar amar sonhar ser, sonhar ser sonhar amar,
que nem as florzinhas.

Laranja Laranja,
nem os pés pousam, nem o chão chega, nem o vôo alcança…
um esforço grande na verdade.
- Poderes estar quieta por momentos, só estar,
que nem as florzinhas.
É o que dá ir à janela…
Assim se chama este pedaço de texto creio eu
Sonhar só estar
Indinha indinha…