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dize também que já não save fazer saves for

9.10.13

Desamor (algures 2011)



“Há ondas na minha alma”
Vagas de ondas, de ondas tão vagas que enervam
a explicação.
Micoses, voltam e vão.
Passeios de honda, com os pneus em baixo -
pois, com duas pessoas não é a mesma coisa!
Mas… há abraços de braços
e de pernas
coladas.
E assim, o mar até fica lençol,
preguiçoso, quentinho, lavadinho.
Tábua de passar o tempo.

O areal exibe monstruoso iluminando as suas rochas pretas,
medalhas do Tempo do Além.
Não há dúvida que estão lá.
Mas de que são feitas?
Na verdade estão sempre a ser desfeitas
E a ser levadas no pra-lá-pra-cá.
E a areia, à areia se dá.

O caldo volta a cobrir a rocha, o penedo, o pedretuilho,
de caldo,
de bichos,
banquetes debussy extraterrestres /vindos do espaço.
E ondas
e vagas
com a força do átomo
voltam e espancam e pancam por cá.

A gasolina está cara,
a dois, os pneus parecem não encher…
Mas esta honda
gasta pouco.