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Revelações Criptónicas
assimnaturas:
A Terra e Lua, são para não esquecer de ser tão da Terra como a terra é do Espaço. Pois que a Terra é um mundo sem fim, mas também é assim minúscula e mal feita no meio de algures - uma esfera redonda perfeita em simultâneo de calhau, irregular como um calhau deve ser. E a lua igual. E não esquecer portanto como tudo muda se mais ao perto ou mais ao longe. E que as coisas mal feitas são belas também. E que nunca estamos sozinhos.
A Terra e Lua, são para não esquecer de ser tão da Terra como a terra é do Espaço. Pois que a Terra é um mundo sem fim, mas também é assim minúscula e mal feita no meio de algures - uma esfera redonda perfeita em simultâneo de calhau, irregular como um calhau deve ser. E a lua igual. E não esquecer portanto como tudo muda se mais ao perto ou mais ao longe. E que as coisas mal feitas são belas também. E que nunca estamos sozinhos.
As gaivotas, é a lembrar que para lá do Há vida em Marte, Há vida em Vénus, e Há vida na Terra também, e que na terra também há quem voe. E que nunca se está sozinho.
Há vontade portanto, à vontade.
11.5.16
14.1.16
22.7.15
30.10.14
24.9.14
Erra Num Erra
Tenho sorte porque sei que não preciso de muito para viver
muito bem. Por isso, penso várias vezes que devia ir para um Mosteiro. Agora já
sei que um Mosteiro tem campos para jogar e um Convento não. Acho que isso já
diz muito da natureza da identidade de cada entidade. Eu tenho a minha bola de
basket, dá-me jeito para quando fico muito tempo sem pinar. Mas agora
resolveram tirar O cesto ao pé de casa, ainda não encontrei nenhuma explicação
possível ou não para essa enormidade, nenhuma explicação de todo. Num Mosteiro
não falta tempo para não me preocupar, para só estar. Se fosse um Mosteiro no
Japão aprendia Kung-Fu, já tenho um certo apreço por aquele estilo do levezinho
e subir paredes sem lhes tocar. Num Mosteiro deve-se ouvir A Música depois de
muito tempo sem falar, depois de muito tempo a só ouvir. Num Mosteiro é que se
deve sentir tão só tão só tão só que lá se percebe quão só tudo num é. Num
Mosteiro não há lugar para excipientes ou insipientes, todos incipientes com
pentes aposto, e aposto que eu e o meu cabelo íamos gostar. Num Mosteiro é que erra.
1.8.14
17.7.14
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