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3.5.18

dá a mão à mão que a terra dá




DÁ A MÃO À MÃO QUE A TERRA DÁ performance-esculptó

O que é feito, é feito com o que a terra dá.
Esta mesa, esta parede, este ecrã, aquele bicho, toda a luz, qualquer cena.
Tratar a terra como se fosse uma extensão do corpo.
O que é a terra?
É esta mesa, esta parede, este ecrã, és tu, sou eu, todos os bichos, qualquer luzinha, aquela ceninha.

MANIFESTO DELICADO FARTA DESTA MERDA DO:

EXCESSO DO QUE FALTA - de confiança, de brincadeira, de segurança, de descanso, de afecto, de tempo, de liberdade, de responsabilidade, de comunidade, de.

EXCESSO DO EXCESSO - de pobreza, de fome, de trabalho, de disfunções, de proibições, de coisas e mais coisas e mais coisas, de individualismo, de consumismo, de maus-tratos, de mentira, de.

Quando é demasiado bom já não é mesmo bom, como demasiado honesto já não é mesmo honesto, como quando ouvi dizer.

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Performance apresentada:

"Re: Re: Arranjar"
Duração: 1 hora, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Porto

"Sintomas e Manifestações Associadas"
Duração: 2 horas, Serralves em Festa - Biblioteca do Museu de Serralves, Porto

"AFINAL"
Duração: 1 hora e 30 minutos, Espaço Campanhã, Porto

"I Encontro Internacional Cultura Natura no Antropoceno"
Teatro do Frio - Duração: 30 minutos, Porto

2.3.17

ideia ranhosa

esferográfica, ranho, em guardanapo de café

Madrogada


17.9.16

Revelações Criptónicas

assimnaturas:

A Terra e Lua, são para não esquecer de ser tão da Terra como a terra é do Espaço. Pois que a Terra é um mundo sem fim, mas também é assim minúscula e mal feita no meio de algures - uma esfera redonda perfeita em simultâneo de calhau, irregular como um calhau deve ser. E a lua igual. E não esquecer portanto como tudo muda se mais ao perto ou mais ao longe. E que as coisas mal feitas são belas também. E que nunca estamos sozinhos.

As gaivotas, é a lembrar que para lá do Há vida em Marte, Há vida em Vénus, e Há vida na Terra também, e que na terra também há quem voe. E que nunca se está sozinho.

 Há vontade portanto, à vontade.

24.9.14

Erra Num Erra

Tenho sorte porque sei que não preciso de muito para viver muito bem. Por isso, penso várias vezes que devia ir para um Mosteiro. Agora já sei que um Mosteiro tem campos para jogar e um Convento não. Acho que isso já diz muito da natureza da identidade de cada entidade. Eu tenho a minha bola de basket, dá-me jeito para quando fico muito tempo sem pinar. Mas agora resolveram tirar O cesto ao pé de casa, ainda não encontrei nenhuma explicação possível ou não para essa enormidade, nenhuma explicação de todo. Num Mosteiro não falta tempo para não me preocupar, para só estar. Se fosse um Mosteiro no Japão aprendia Kung-Fu, já tenho um certo apreço por aquele estilo do levezinho e subir paredes sem lhes tocar. Num Mosteiro deve-se ouvir A Música depois de muito tempo sem falar, depois de muito tempo a só ouvir. Num Mosteiro é que se deve sentir tão só tão só tão só que lá se percebe quão só tudo num é. Num Mosteiro não há lugar para excipientes ou insipientes, todos incipientes com pentes aposto, e aposto que eu e o meu cabelo íamos gostar. Num Mosteiro é que erra.