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2.3.17

ideia ranhosa

esferográfica, ranho, em guardanapo de café

Madrogada


17.9.16

Revelações Criptónicas

assimnaturas:

A Terra e Lua, são para não esquecer de ser tão da Terra como a terra é do Espaço. Pois que a Terra é um mundo sem fim, mas também é assim minúscula e mal feita no meio de algures - uma esfera redonda perfeita em simultâneo de calhau, irregular como um calhau deve ser. E a lua igual. E não esquecer portanto como tudo muda se mais ao perto ou mais ao longe. E que as coisas mal feitas são belas também. E que nunca estamos sozinhos.

As gaivotas, é a lembrar que para lá do Há vida em Marte, Há vida em Vénus, e Há vida na Terra também, e que na terra também há quem voe. E que nunca se está sozinho.

 Há vontade portanto, à vontade.

24.9.14

Erra Num Erra

Tenho sorte porque sei que não preciso de muito para viver muito bem. Por isso, penso várias vezes que devia ir para um Mosteiro. Agora já sei que um Mosteiro tem campos para jogar e um Convento não. Acho que isso já diz muito da natureza da identidade de cada entidade. Eu tenho a minha bola de basket, dá-me jeito para quando fico muito tempo sem pinar. Mas agora resolveram tirar O cesto ao pé de casa, ainda não encontrei nenhuma explicação possível ou não para essa enormidade, nenhuma explicação de todo. Num Mosteiro não falta tempo para não me preocupar, para só estar. Se fosse um Mosteiro no Japão aprendia Kung-Fu, já tenho um certo apreço por aquele estilo do levezinho e subir paredes sem lhes tocar. Num Mosteiro deve-se ouvir A Música depois de muito tempo sem falar, depois de muito tempo a só ouvir. Num Mosteiro é que se deve sentir tão só tão só tão só que lá se percebe quão só tudo num é. Num Mosteiro não há lugar para excipientes ou insipientes, todos incipientes com pentes aposto, e aposto que eu e o meu cabelo íamos gostar. Num Mosteiro é que erra.

7.5.14

The Strange Stream Strong Strung


Never thought my life would be such a mission for my life but i always knew - The String.


9.10.13

Pio do Fim (algures 2011)

Há ondas nas minhas ondas
Vagas de ondas, de ondas tão vagas que enervam
a explicação.
Micoses, voltam e vão.
Passeios de honda, com os pneus em baixo -
pois, com duas pessoas não é a mesma coisa
Mas… há abraços de braços
e de pernas
coladas.
E assim, o mar até fica lençol,
preguiçoso, quentinho, lavadinho.
Tábua de passar o tempo.

O areal exibe monstruoso iluminando as suas rochas pretas,
medalhas do Tempo do Além.
Não há dúvida que estão lá.
Mas de que são feitas?
Na verdade estão sempre a ser desfeitas
E a ser levadas no pra-lá-pra-cá.
E a areia, à areia se dá.

O caldo volta a cobrir a rocha, o penedo, o pedretuilho,
de caldo,
de bichos,
banquetes debussy extraterrestres /vindos do espaço.
E ondas
e vagas
com a força do átomo
voltam e espancam e pancam por cá.

A gasolina está cara,
a dois, os pneus parecem não encher…
Mas esta honda
gasta pouco.

15.4.13

No vale fundo

- qual fim do mundo?
- pãquecas.
- hum