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14.1.16
22.7.15
30.10.14
24.9.14
Erra Num Erra
Tenho sorte porque sei que não preciso de muito para viver
muito bem. Por isso, penso várias vezes que devia ir para um Mosteiro. Agora já
sei que um Mosteiro tem campos para jogar e um Convento não. Acho que isso já
diz muito da natureza da identidade de cada entidade. Eu tenho a minha bola de
basket, dá-me jeito para quando fico muito tempo sem pinar. Mas agora
resolveram tirar O cesto ao pé de casa, ainda não encontrei nenhuma explicação
possível ou não para essa enormidade, nenhuma explicação de todo. Num Mosteiro
não falta tempo para não me preocupar, para só estar. Se fosse um Mosteiro no
Japão aprendia Kung-Fu, já tenho um certo apreço por aquele estilo do levezinho
e subir paredes sem lhes tocar. Num Mosteiro deve-se ouvir A Música depois de
muito tempo sem falar, depois de muito tempo a só ouvir. Num Mosteiro é que se
deve sentir tão só tão só tão só que lá se percebe quão só tudo num é. Num
Mosteiro não há lugar para excipientes ou insipientes, todos incipientes com
pentes aposto, e aposto que eu e o meu cabelo íamos gostar. Num Mosteiro é que erra.
1.8.14
17.7.14
26.12.13
17.10.13
9.10.13
Pio do Fim (algures 2011)
Há ondas nas minhas ondas
Vagas de ondas, de ondas tão
vagas que enervam
a explicação.
Micoses, voltam e vão.
Passeios de honda, com os pneus
em baixo -
pois, com duas pessoas não é a
mesma coisa
Mas… há abraços de braços
e de pernas
coladas.
E assim, o mar até fica lençol,
preguiçoso, quentinho, lavadinho.
Tábua de passar o tempo.
O areal exibe monstruoso
iluminando as suas rochas pretas,
medalhas do Tempo do Além.
Não há dúvida que estão lá.
Mas de que são feitas?
Na verdade estão sempre a ser
desfeitas
E a ser levadas no pra-lá-pra-cá.
E a areia, à areia se dá.
O caldo volta a cobrir a rocha, o
penedo, o pedretuilho,
de caldo,
de bichos,
banquetes debussy extraterrestres
/vindos do espaço.
E ondas
e vagas
com a força do átomo
voltam e espancam e pancam por cá.
A gasolina está cara,
a dois, os pneus parecem não encher…
Mas esta honda
gasta pouco.
3.9.13
27.8.13
24.5.13
23.5.13
15.4.13
6.4.13
21.3.13
6.3.13
Carta à Laurinda
Ó Laurinda,
da minha janela vejo laranjas, e ó que maravilhas as vistas!
(neste momento laranjas também são fantasias de amor).
Ao bocado, tive a sorte de chegar ao pé dela
da janela
da janela
e um jacto rasgar o céu em luz, e
para além disso
subia!
E fez-me pensar.
E depois
fez-me olhar para as laranjas, maravilhosas.
E fez-me pensar
outra vez,
e no que as laranjas também são.
Ói, por cá assim se anda
em saltinhos.
Um corpo feito, entre a terra e a lua
entre-entre.
Sonhar amar sonhar ser, sonhar ser sonhar amar,
que nem as florzinhas.
Laranja Laranja,
nem os pés pousam, nem o chão
chega, nem o vôo alcança…
um esforço grande na verdade.
- Poderes estar quieta por momentos, só estar,
que nem as florzinhas.
que nem as florzinhas.
É o que dá ir à janela…
Assim se chama este pedaço de texto creio eu
Sonhar só estar
Indinha indinha…
23.2.13
21.2.13
6.2.13
5.2.13
3.1.13
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