.
dize também que já não save fazer saves for

19.12.13

Isto é um bocado básico

Quando falava que as palavras, como a primeiríssima tecnologia - construção humana materializada, pelo som e por um código convencionado, e não materializada fisicamente (a não ser mais tarde pela escrita) ou seja, o ainda antes da coisa ou do conceito: o verbo. – E o verbo é. Assim mesmo só. Ou seja, o que o verbo é é a própria existência, o acto, a necessidade, a vontade, a consciência, a intenção, o fazer...

 Bem, o que eu dizia, é que as palavras são tão orgânicas como
a fotossíntese
o sangue que corre
o ar,
que ao não ser o vazio, até é exactamente o que se quer que ele seja quando o inspiramos para dentro de nós.
O que faz delas mágicas. São como a música, magia
– E magia é mais ou menos igual a = inteireza transcendental mais o goto vezes sem fim
ou o centro da terra e o pra lá da estrela polar
ou dar um salto e voltar ao chão
ou pão com manteiga...
Qualquer coisa que atravessa e se ultrapassa.

E que, estes todos, com os seus respectivos átomozinhos e a electricidadezinha que os liga
(átomos é como que dizer o mais ínfimo, porque soa mesmo bem e porque é um clássico claro)
fazem com que, basicamente
qualquer coisa exista e que ainda,
nessas combinações de parte a parte e de qual a qual, essa coisa exista à sua própria maneira.
Tipo tu

ou aquela banana.
Mistério...

Mas e então, as palavras
devem sempre ser apreciadas. Mais attention
O pensamento é só mais um instrumento, e as palavras  adoram-se cantar.
Mas
nesta Banda tudo manda, e o Maestro és um. Mestre. O Jogo dos Sentidos ou das Antenas, Quim Saberá Saberá?, se chamará uma das faixas talvez.
Fala-se mais do que o que se ouve, e quando se ouve há demasiado ruído, ruído em General.
É desnorteante, até para uma minhota (eu falo por mim, e sei que às vezes falo munto...)
É preciso ter cuidado com o ruído, pode-se chegar ao ponto de se precisar de ruído para adormecer.

Mas enfim, o que eu dizia é que ainda assim as palavras dão muito jeito e são maravilhosas pois como a música são apenas mais um dos mil modos cósmicos de comunicar e transformar,
A palavra que é verbo que é acção que é reacção e que pela ordem natural das coisas fora fazem da regra e da excepção trigo do mesmo pão.
E se estivesse aqui o Gil dizia já: isto é cancelo ou picota?
Re: isto é um bocado básico.



9.10.13

Desamor (algures 2011)



“Há ondas na minha alma”
Vagas de ondas, de ondas tão vagas que enervam
a explicação.
Micoses, voltam e vão.
Passeios de honda, com os pneus em baixo -
pois, com duas pessoas não é a mesma coisa!
Mas… há abraços de braços
e de pernas
coladas.
E assim, o mar até fica lençol,
preguiçoso, quentinho, lavadinho.
Tábua de passar o tempo.

O areal exibe monstruoso iluminando as suas rochas pretas,
medalhas do Tempo do Além.
Não há dúvida que estão lá.
Mas de que são feitas?
Na verdade estão sempre a ser desfeitas
E a ser levadas no pra-lá-pra-cá.
E a areia, à areia se dá.

O caldo volta a cobrir a rocha, o penedo, o pedretuilho,
de caldo,
de bichos,
banquetes debussy extraterrestres /vindos do espaço.
E ondas
e vagas
com a força do átomo
voltam e espancam e pancam por cá.

A gasolina está cara,
a dois, os pneus parecem não encher…
Mas esta honda
gasta pouco.

27.8.13

já sei,

caminha, força do carvalho



15.4.13

No monte fundo

- qual fim do mundo?
- pãquecas.
- hum

6.3.13

Carta à Laurinda



Ó Laurinda,
da minha janela vejo laranjas, e ó que maravilhas as vistas!
(neste momento laranjas também são fantasias de amor).
Ao bocado, tive a sorte de chegar ao pé dela
e um jacto rasgar o céu em luz, e
para além disso
subia!
E fez-me pensar.
E depois
fez-me olhar para as laranjas, maravilhosas.
E  fez-me pensar
outra vez,
e no que as laranjas são.

Ói, por cá assim se anda
em saltinhos.
Um corpo feito, entre a terra e a lua
entre-entre.
Sonhar amar sonhar ser, sonhar ser sonhar amar,
que nem as florzinhas.

Laranja Laranja,
nem os pés pousam, nem o chão chega, nem o vôo alcança…
um esforço grande na verdade.
- Poderes estar quieta por momentos, só estar,
que nem as florzinhas.
É o que dá ir à janela…
Assim se chama este pedaço de texto creio eu
Sonhar só estar
Indinha indinha…

23.2.13

Abrir as mudanças da casa nova
parece o natal de quando era criança
tantas prendas, que linda a vida!
- isso de pôr fogo ao quarto, arder a casa..
é um vaipe
até bom - tipo limpeza, como a visita da lua,
mas fodido
porque
Pão pão, Ninho ninho.

15.2.13

naquele bar debaixo do mar tava a dar

- zeus (uma cena meia grega, cabeça de 7 percebes?)